Mudanças
“O sistema educativo precisa superar as antigas formas de organização curricular e repensar urgentemente a sua atuação, seus objetivos de ensino e aprendizagem para os usos das tecnologias digitais na prática educativa” (Porto, C. & Moreira, J. 2017, p.119).
“O sistema educativo precisa superar as antigas formas de organização curricular e repensar urgentemente a sua atuação, seus objetivos de ensino e aprendizagem para os usos das tecnologias digitais na prática educativa” (Porto, C. & Moreira, J. 2017, p.119).
Alvin e Heidi Toffler, alertam para a necessidade
de mudança nos sistemas educativos, referindo que estes não estão preparados
para o futuro, presentemente encontramo-nos aprisionados a um sistema
ultrapassado onde existe um grande
afastamento entre o que seria ideal e a execução. O
ideal seria um sistema educativo que se preocupasse em educar na diferença e
que se centrasse no aluno. É urgente existir uma mudança no sistema educativo
onde estamos submersos. Só assim conseguiremos uma comunidade escolar sólida e
eficaz.
Key Robinson, no seu vídeo Changing Paradigms, vai de encontro
a esta ideia, família e escola preparam as crianças para o futuro num sistema
encadeado, estudar muito, ter boas notas, ir para a Universidade, tendo em vista um trabalho, este
sistema vem de trás e hoje não faz sentido. As crianças e jovens não acreditam
nisso, pois encontrar um trabalho neste futuro tão incerto, não requer apenas
boas notas e estudo árduo, requer uma permanente atualização às tecnologias,
requer criatividade e práticas colaborativas, pois as profissões, estão sempre em
mutação e em inovação. Estes em casa e na escola estão sujeitos, aos
mais variados estímulos, informações e distrações, (computadores, tablets,
telemóveis, anúncios e internet), a disposição dos alunos para estas novas
formas de comunicação é enorme, mas num mundo tão apelativo, não podem mostrar distração, se assim
acontecer, poderão ser diagnosticados com a “epidemia
moderna”, o défice de atenção e hiperatividade.
Atualmente exige-se que a escola e, especialmente os
professores, desenvolvam nos seus alunos diversas capacidades, de participar,
interagir e comunicar em sociedade e para a sociedade, acompanhando o
desenvolvimento tecnológico. ” Acompanhar essa evolução tornou-se ao mesmo
tempo uma necessidade e um desafio.” (Porto, C. § Moreira, J. 2017, p.26), trata-se de transmissão de
informação, com partilha, discussão, investigação e interpretação tendo em
vista a necessidade de construção de “um conjunto de saberes de uma
aprendizagem mestiça que conduza para a autónoma, ativa e crítico-reflexiva” (Porto, C. &
Moreira, J. 2017, p.27).
É o momento de despertar para uma realidade da
sociedade e avaliar novos recursos e estratégias de ensino e aprendizagem que favoreçam
a sociedade atual e ao mesmo tempo que preparem para o futuro.” Pode-se dizer
que o incentivo à criatividade nas escolas, quer em nível curricular, quer extracurricular,
é, no momento atual, uma exigência para a realização pessoal e social futura
dos alunos.” (David et al, 2014, p.148).
As novas tecnologias, como instrumentos de apoio,
prestam-se à necessidade do desenvolvimento de novas competências, promovendo
não só aprendizagens às crianças e jovens, mas promovendo uma aprendizagem ao
longo da vida. Neste contexto comparece o blended
learning, um sistema híbrido que
combina o ensino presencial com o ensino à distância, sendo necessário perceber
que este sistema é uma estratégia que, utiliza diferentes recursos tecnológicos
e pedagógicos, permitindo à comunidade educativa, gerar ou construir
conhecimento. Para o sucesso deste recurso, têm de estar aliadas, condições
tecnológicas, sociais e pedagógicas, em permanente renovação “só com uma
pedagogia em constante mudança poderemos caminhar no sentido real de uma
aprendizagem ativa centrada no estudante num continuum de formulação e
reformulação pessoal e profissional que envolve avanços e recuos num mar de
incertezas... E o blended learning, possibilitando a aproximação entre
diferentes territórios pode ajudar a navegar com maior fiabilidade nesse mar...” (Monteiro, A. & Moreira,
J. 2013, p.92).
David, A. P., Morais, M. F., Primi, R., & Miguel, F. K. (2014). Metáforas e pensamento divergente : Relação entre criatividade, escolaridade e desempenho em Artes e Tecnologias. Avaliação Psicológica, 13 (2).
PORTO, C., & MOREIRA, J. A. (2017). Educação no Ciberespaço. Novas configurações, convergências e conexões. Sergipe EDUNIT.
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