domingo, 26 de novembro de 2017

Tema 2- Modelos e Tendências Evolutivas nos Sistemas Educativos

Mudanças

O sistema educativo precisa superar as antigas formas de organização curricular e repensar urgentemente a sua atuação, seus objetivos de ensino e aprendizagem para os usos das tecnologias digitais na prática educativa” (Porto, C. & Moreira, J. 2017, p.119).

Alvin e Heidi Toffler, alertam para a necessidade de mudança nos sistemas educativos, referindo que estes não estão preparados para o futuro, presentemente encontramo-nos aprisionados a um sistema ultrapassado onde existe um grande afastamento entre o que seria ideal e a execução. O ideal seria um sistema educativo que se preocupasse em educar na diferença e que se centrasse no aluno. É urgente existir uma mudança no sistema educativo onde estamos submersos. Só assim conseguiremos uma comunidade escolar sólida e eficaz.

Key Robinson, no seu vídeo Changing Paradigms, vai de encontro a esta ideia, família e escola preparam as crianças para o futuro num sistema encadeado, estudar muito, ter boas notas, ir para a Universidade, tendo em vista um trabalho, este sistema vem de trás e hoje não faz sentido. As crianças e jovens não acreditam nisso, pois encontrar um trabalho neste futuro tão incerto, não requer apenas boas notas e estudo árduo, requer uma permanente atualização às tecnologias, requer criatividade e práticas colaborativas, pois as profissões, estão sempre em mutação e em inovação. Estes em casa e na escola estão sujeitos, aos mais variados estímulos, informações e distrações, (computadores, tablets, telemóveis, anúncios e internet), a disposição dos alunos para estas novas formas de comunicação é enorme, mas num mundo tão apelativo,  não podem mostrar distração, se assim acontecer, poderão ser diagnosticados com a “epidemia moderna”, o défice de atenção e hiperatividade.

Atualmente exige-se que a escola e, especialmente os professores, desenvolvam nos seus alunos diversas capacidades, de participar, interagir e comunicar em sociedade e para a sociedade, acompanhando o desenvolvimento tecnológico. ” Acompanhar essa evolução tornou-se ao mesmo tempo uma necessidade e um desafio.” (Porto, C. § Moreira, J. 2017, p.26), trata-se de transmissão de informação, com partilha, discussão, investigação e interpretação tendo em vista a necessidade de construção de “um conjunto de saberes de uma aprendizagem mestiça que conduza para a autónoma, ativa e crítico-reflexiva” (Porto, C. & Moreira, J. 2017, p.27).

É o momento de despertar para uma realidade da sociedade e avaliar novos recursos e estratégias de ensino e aprendizagem que favoreçam a sociedade atual e ao mesmo tempo que preparem para o futuro.” Pode-se dizer que o incentivo à criatividade nas escolas, quer em nível curricular, quer extracurricular, é, no momento atual, uma exigência para a realização pessoal e social futura dos alunos.” (David et al, 2014, p.148).
As novas tecnologias, como instrumentos de apoio, prestam-se à necessidade do desenvolvimento de novas competências, promovendo não só aprendizagens às crianças e jovens, mas promovendo uma aprendizagem ao longo da vida. Neste contexto comparece o blended learning, um sistema híbrido que combina o ensino presencial com o ensino à distância, sendo necessário perceber que este sistema é uma estratégia que, utiliza diferentes recursos tecnológicos e pedagógicos, permitindo à comunidade educativa, gerar ou construir conhecimento. Para o sucesso deste recurso, têm de estar aliadas, condições tecnológicas, sociais e pedagógicas, em permanente renovação “só com uma pedagogia em constante mudança poderemos caminhar no sentido real de uma aprendizagem ativa centrada no estudante num continuum de formulação e reformulação pessoal e profissional que envolve avanços e recuos num mar de incertezas... E o blended learning, possibilitando a aproximação entre diferentes territórios pode ajudar a navegar com maior fiabilidade nesse mar...” (Monteiro, A. & Moreira, J. 2013, p.92).


David, A. P., Morais, M. F., Primi, R., & Miguel, F. K. (2014). Metáforas e pensamento divergente : Relação entre criatividade, escolaridade e desempenho em Artes e Tecnologias. Avaliação Psicológica, 13 (2).

PORTO, C., & MOREIRA, J. A. (2017). Educação no Ciberespaço. Novas configurações, convergências e conexões. Sergipe EDUNIT.

Sem comentários:

Enviar um comentário