domingo, 13 de maio de 2018

Inteligência Ecológica

Para haver uma educação mais completa é necessário saber gerir as nossas emoções.Daniel Goleman define a Inteligência Emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

Fala-nos também de outro tema pertinente, a inteligência ecológica, esta é  o que nos permite avaliar que consequências terão os nossos hábitos de consumo tendo o mundo como um todo. O impacto sobre o meio ambiente, a nível de poluição e consumo de recursos durante  o ciclo de vida de um produto, sobre as condições sociais e de trabalho daqueles que o produzem, o que nós compramos, sobre a nossa saúde e a saúde dos outros e as consequências que terão estas decisões no mundo, faz da inteligência ecológico, um mundo...Cada uma das nossas acções tem um impacto ambiental que  para nós é  quase desconhecido.

 http://www.sabado.pt/vida/pessoas/detalhe/pai-da-inteligencia-emocional-a-atencao-e-um-musculo-mental

terça-feira, 27 de março de 2018

Criatividade para o futuro

Associada talvez à minha profissão, tenho a criatividade como um dos elementos mais importantes do meu dia a dia. Cruzando-me com este vídeo, lembrei-me desta Unidade Curricular em particular e pensei em publica-lo.
Todas as crianças tem potencial criativo dentro delas. A criatividade é a chave para a inovação, tão importante para o futuro. Compete a nós professores abrirmos alas à imaginação de cada um dos nossos alunos, permitindo a diferença, é está que faz a riqueza de cada ser humano.

https://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity?referrer=playlist-re_imagining_school&utm_campaign=tedspread--a&utm_medium=referral&utm_source=tedcomshare

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Na reta final...

Esta Unidade Curricular está a terminar, encontro-me no  desenvolvimento do trabalho final, nas minhas pesquisas  sobre "Modelos e Tendências evolutivas nos Sistemas Educativos",cruzei-me com este  pequeno vídeo, que partilho convosco.


TEMA IV- A REGULAÇÃO E AS LINHAS MESTRAS DE AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS

Regulação dos Sistemas Educativos







O “termo regulação está associado, em Portugal, ao objetivo de consagrar, simbolicamente, um outro estatuto à intervenção do Estado na condução das políticas públicas”(Barroso, 2005, p.63). Em Portugal, a regulação é o modo como o Estado coordena e controla o sistema educativo, orientando-o sob normas.
A regulação do sistema educativo propõe-se a controlar as práticas pedagógicas que se desenvolvem nas escolas, avaliando a sua qualidade, realizando as mudanças e ajustes necessários. Esta regulação assegura o equilíbrio dinâmico e a coerência do sistema, dando origem à transformação do mesmo através de uma articulação entre a regulação de controlo e os processos de interpretação e produção de normas nas organizações escolares. 

Na sociedade atual, a nível nacional e internacional, existe a necessidade de avaliar a educação para que haja um controlo dos resultados e o cumprimento das metas educativas.
A meu ver, a regulação é um processo complexo e ativo, que não se concretiza apenas pela aplicação de regras, mas sim pelo aperfeiçoamento contínuo desse mesmo processo, tem de sofrer algumas alterações, pois é útil e essencial em qualquer sistema, devendo ser entendida como um auxilio e não como um entrave ao desenvolvimento e à mudança.

Após leitura atenta e cuidada do fórum nº 4, lendo as pertinentes intervenções da Colega Conceição Oliveira, chamou-me a atenção a questão que lhe foi colocada pelo Professor Moreira, sobre a autonomia reduzida das escolas: " Afinal para onde caminhamos?" A resposta da Colega foi rápida e a meu ver assertiva:"a autonomia fará o seu caminho a passos largos, e a regulação, enquanto processo constitutivo de qualquer sistema, tem por principal função assegurar o equilíbrio, a coerência, mas igualmente a transformação desse mesmo sistema, caso seja necessário". Julgo que caminhamos juntos, no sentido da mudança, da transformação, do equilíbrio do sistema educativo, no sentido ascendente, para formar cidadãos conscientes e pertinentes nas suas ações, com o desejo de evolução e ao mesmo tempo de felicidade.

Barroso, J. (2005). Políticas Educativas e Organização Escolar. Lisboa: Universidade Aberta.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sistema Educativo Português lentamente com mudança

Portugal tem obviamente assistido a um enorme progresso, mas precisa de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado.


Andreas Schleicher
Diretor do Departamento da Educação da OCDE
11 fevereiro de 2018

http://observador.pt/especiais/portugal-tem-de-ter-cuidado-para-educar-as-criancas-para-o-seu-proprio-futuro-e-nao-para-o-nosso-passado/

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Trabalho colaborativo precisa-se!

https://www.youtube.com/watch?v=mBluNKV2SWQ

TEMA IV- A REGULAÇÃO E AS LINHAS MESTRAS DE AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS

Tipos de sistemas de avaliação dos sistemas educativos

Após ler a intervenção da Colega Clara Mendes , no fórum, quando esta refere que "o Sistema Educativo de qualquer país o Estado é o principal responsável pela regulação, monitorização e controle de sistemas de avaliação, das escolas, das avaliações externas e dos alunos, os professores, os pais e encarregados de educação e outros agentes educativos também desempenham um papel fundamental nesse processo", aproveito para partilhar, um pouco do artigo de Pascal Roggero (2002) , em relação à “Avaliação dos sistemas educativos nos países da União Europeia: de uma necessidade problemática a uma prática complexa desejável”, atentei que este desenvolve a ideia de que encontramos na União Europeia 3 tipos de sistemas de avaliação dos sistemas educativos: o modelo concorrencial inglês, o modelo de “interesse geral francês” e o modelo finlandês – compromisso entre a eficácia e a igualdade.

O modelo concorrencial inglês
Este modelo tem grande relevância a nível internacional.
A avaliação na Inglaterra é feita por organismos independentes do Estado: duas agências diferentes onde cada uma tem trabalhos distintos, uma faz a inspeção dos estabelecimentos educativos, outra avalia as aprendizagens dos alunos e elabora os programas. Esta avaliação externa tem a seu cargo a “produção de informações a respeito dos estabelecimentos” para que os pais possam escolher a escola que pretendem para os seus filhos.. É uma avaliação externa, privada, baseada na eficiência e “na conceção económica da regularização do mercado”.

O modelo de interesse geral francês
Este modelo de avaliação é qualitativa e fortemente concentrado no Estado.
A avaliação é feita pelo Ministério da Educação através de dois organismos: a inspeção que procede à avaliação profissional dos professores e  formações e da administração que faz a avaliação dos estabelecimentos escolares e do funcionamento administrativo do Ministério. A avaliação é de natureza qualitativa e centralizadora. Há forte resistência à avaliação externa.

O modelo finlandês de compromisso entre a eficácia e a igualdade
Na Finlândia, nos anos 90, nasceu um sistema de avaliação, que estabeleceu uma obrigatoriedade de avaliação em todos os níveis de ensino e a autoavaliação, assente na reflexão que desencadeou modelos de avaliação dispares para cada estabelecimento de ensino, tendo em conta: a expetativa dos atores exteriores em relação à escola, o conhecimento dos seus recursos e os valores da comunidade onde se insere.
Os seus indicadores são a eficácia funcional sobre as responsabilidades financeiras e sobre os resultados escolares e culturais, sendo que dos resultados da avaliação depende o financiamento. A avaliação é feita por uma agência nacional.
Na Finlândia, os sistemas educativos têm autonomia, existindo avaliação externa. As autoridades municipais e regionais têm aptidão real para intervir na orientação referente à adaptação da escola, à contextualização e funcionamento da ação educativa. O objetivo principal do sistema finlandês é a igualdade.

 Apreendo destes três modelos que a avaliação das escolas na europa, divergem em alguns pontos, convergindo noutros, contudo são vinculadas por compromissos ideológicos e sociais, que sustentam a sociedade.
 Nas vivências educativas de escola, deve-se ter em conta que no processo de avaliação, cada instituição tem de escolher a sua forma de avaliar, baseadas em ideais e convicções de forma a marcar uma diferença positiva.

ROGGERO, P. (2002). "Avaliação dos sistemas educativos nos países da União Europeia: de uma necessidade problemática a uma prática complexa desejável", in EccoS Rev. Cient. nº 2, v. 4, pp.31-46. São Paulo: UNINOVE. pp. 33-35. Disponível em http://redalyc.uaemex.mx/pdf/715/71540203.pdf.


sábado, 13 de janeiro de 2018

Sistema Educativo na Finlândia


TEMA IV- A REGULAÇÃO E AS LINHAS MESTRAS DE AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS


"A Finlândia não tem muitos recursos naturais. O nosso hino nacional já diz que somos um país pobre, que não tem ouro. O recurso que temos é o nosso povo. Assim, investimos no nosso povo. Toda a pessoa tem de receber formação, educação, para ir tão longe quanto a sua capacidade permitir. Um povo educado elegerá dirigentes honestos e competentes. Estes escolherão os melhores assessores. Com um povo inculto acontece exactamente o inverso. Um povo educado não tolera corrupção. Um povo educado sabe muito bem distinguir um discurso sério de uma verborreia demagógica. Um povo ignorante desperdiça os seus recursos e empobrece. Um povo ignorante vive a iludir-se e deixa-se iludir. Um povo educado prospera, mesmo em condições adversas. É muito importante ter a coragem de disponibilizar os recursos para a educação básica. O nosso país faz um investimento maciço (6% do PIB, sem contar com a investigação) na educação, usa a transparência no Governo e pratica a honestidade partidária."

Tarja Halonen (2007)
(Ex.Presidente da Finlândia, em entrevista ao Valor Económico e Folha de São Paulo a 6 de Setembro de 2007)