segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Pensamento Divergente


 O Pensamento Divergente está aliado à criatividade,e tenta procurar todas as respostas possíveis para uma determinada situação,  vê múltiplas respostas e não apenas uma.

domingo, 26 de novembro de 2017

Tema 2- Modelos e Tendências Evolutivas nos Sistemas Educativos

Mudanças

O sistema educativo precisa superar as antigas formas de organização curricular e repensar urgentemente a sua atuação, seus objetivos de ensino e aprendizagem para os usos das tecnologias digitais na prática educativa” (Porto, C. & Moreira, J. 2017, p.119).

Alvin e Heidi Toffler, alertam para a necessidade de mudança nos sistemas educativos, referindo que estes não estão preparados para o futuro, presentemente encontramo-nos aprisionados a um sistema ultrapassado onde existe um grande afastamento entre o que seria ideal e a execução. O ideal seria um sistema educativo que se preocupasse em educar na diferença e que se centrasse no aluno. É urgente existir uma mudança no sistema educativo onde estamos submersos. Só assim conseguiremos uma comunidade escolar sólida e eficaz.

Key Robinson, no seu vídeo Changing Paradigms, vai de encontro a esta ideia, família e escola preparam as crianças para o futuro num sistema encadeado, estudar muito, ter boas notas, ir para a Universidade, tendo em vista um trabalho, este sistema vem de trás e hoje não faz sentido. As crianças e jovens não acreditam nisso, pois encontrar um trabalho neste futuro tão incerto, não requer apenas boas notas e estudo árduo, requer uma permanente atualização às tecnologias, requer criatividade e práticas colaborativas, pois as profissões, estão sempre em mutação e em inovação. Estes em casa e na escola estão sujeitos, aos mais variados estímulos, informações e distrações, (computadores, tablets, telemóveis, anúncios e internet), a disposição dos alunos para estas novas formas de comunicação é enorme, mas num mundo tão apelativo,  não podem mostrar distração, se assim acontecer, poderão ser diagnosticados com a “epidemia moderna”, o défice de atenção e hiperatividade.

Atualmente exige-se que a escola e, especialmente os professores, desenvolvam nos seus alunos diversas capacidades, de participar, interagir e comunicar em sociedade e para a sociedade, acompanhando o desenvolvimento tecnológico. ” Acompanhar essa evolução tornou-se ao mesmo tempo uma necessidade e um desafio.” (Porto, C. § Moreira, J. 2017, p.26), trata-se de transmissão de informação, com partilha, discussão, investigação e interpretação tendo em vista a necessidade de construção de “um conjunto de saberes de uma aprendizagem mestiça que conduza para a autónoma, ativa e crítico-reflexiva” (Porto, C. & Moreira, J. 2017, p.27).

É o momento de despertar para uma realidade da sociedade e avaliar novos recursos e estratégias de ensino e aprendizagem que favoreçam a sociedade atual e ao mesmo tempo que preparem para o futuro.” Pode-se dizer que o incentivo à criatividade nas escolas, quer em nível curricular, quer extracurricular, é, no momento atual, uma exigência para a realização pessoal e social futura dos alunos.” (David et al, 2014, p.148).
As novas tecnologias, como instrumentos de apoio, prestam-se à necessidade do desenvolvimento de novas competências, promovendo não só aprendizagens às crianças e jovens, mas promovendo uma aprendizagem ao longo da vida. Neste contexto comparece o blended learning, um sistema híbrido que combina o ensino presencial com o ensino à distância, sendo necessário perceber que este sistema é uma estratégia que, utiliza diferentes recursos tecnológicos e pedagógicos, permitindo à comunidade educativa, gerar ou construir conhecimento. Para o sucesso deste recurso, têm de estar aliadas, condições tecnológicas, sociais e pedagógicas, em permanente renovação “só com uma pedagogia em constante mudança poderemos caminhar no sentido real de uma aprendizagem ativa centrada no estudante num continuum de formulação e reformulação pessoal e profissional que envolve avanços e recuos num mar de incertezas... E o blended learning, possibilitando a aproximação entre diferentes territórios pode ajudar a navegar com maior fiabilidade nesse mar...” (Monteiro, A. & Moreira, J. 2013, p.92).


David, A. P., Morais, M. F., Primi, R., & Miguel, F. K. (2014). Metáforas e pensamento divergente : Relação entre criatividade, escolaridade e desempenho em Artes e Tecnologias. Avaliação Psicológica, 13 (2).

PORTO, C., & MOREIRA, J. A. (2017). Educação no Ciberespaço. Novas configurações, convergências e conexões. Sergipe EDUNIT.

Ken Robinson: Changing Paradigms


domingo, 19 de novembro de 2017

Tema 2- Modelos e Tendências Evolutivas nos Sistemas Educativos

Criatividade...

“A criatividade é a capacidade da pessoa para produzir ideias, descobertas, reestruturações, invenções, objectos artísticos novos e originais, que são aceites pelos especialistas como elementos valiosos no domínio das Ciências, da Tecnologia e da Arte. Tanto a originalidade como a «utilidade» como o «valor» são propriedades do produto criativo, embora estas propriedades possam variar com o passar do tempo” (Vernon, 1989, n.d.)

Key Robinson, faz referência ao pensamento divergente, aliado à criatividade.  A escola deverá ser um espaço de criatividade, onde cada interrogação possa ter várias respostas, neste processo, a tecnologia possui uma grande influência nas crianças e jovens, sendo uma mais valia dentro e fora da sala de aula. Com a tecnologia, é possível aproximar o contato entre professores e alunos, adquirir conhecimentos, relaciona-los, incentivando ao questionamento e à procura  de tempo livre para aquilo que é fundamental: a relação com a criança e com o jovem no acesso ao conhecimento.

 

Vernon, P. E. (1989). The nature-nurture problem in creativity. In J. A. Glover, R. R. Ronning & C. R. Reynolds (Eds.), Handbook of creativity. New York: Plenum Press.


Tema 2- Modelos e Tendências Evolutivas nos Sistemas Educativos

Blended Learning





domingo, 5 de novembro de 2017

Tema 1- Mutações Sociais e Sistemas Educativos

DESAFIOS

A educação é uma das soluções para o futuro. O mundo gira e transforma-se a cada dia que passa, surgem novos empregos, novas tecnologias, novas palavras, novos problemas sem solução à vista, é um desafio acompanhar tantas mudanças.

Numa perspetiva mundial, sabemos que estas transformações, não poderão ser globais, existindo uma necessidade acrescida de investir na educação, dos países em desenvolvimento.

“O grande desafio da educação é o de tornar a diversidade num fator positivo de coesão e compreensão mútua entre os vários agentes envolvidos no processo educacional” (Ramos, C. ,2007), desafio ambicioso, limitado por sistemas educativos com falhas, sem foco no mais importante - o aluno, nos seus gostos, preferências e apetências.

Para ultrapassar estes entraves, o sistema educacional tem de ter, segundo Ramos, C. (2007), capacidades de adaptação à mudança, flexibilidade, usar novas tecnologias, perspetivando como centro da educação, a criança, partindo das suas necessidades, privilegiando a sua criatividade, a observação, a curiosidade, a aprendizagem.

A família, tem de ser envolvida neste processo, é o principio do ser da criança. Poderão ser grandes aliados da escola, se forem motivados e envolvidos, “a relação Escola-Família na vida escolar das crianças é de extrema importância. Não se pode desistir, e a procura de novas soluções e respostas deve continuar, mas de uma forma integradora e global, que permita a continuidade entre as escolas, os valores e as culturas das famílias”. (Pereira,2008, p.77).

Como foi referido no filme” La education prohibida”, muito pouco do que acontece na nossa escola é verdadeiramente importante. As escolas (felizmente existindo exceções), estão desajustadas do seu público alvo. Os modelos educativos, tem de ser descentralizados de um modelo único, técnico e sem experimentação, passando a haver ecossistemas de aprendizagem diversificados, com práticas pedagógicas inovadoras, que fomente experiências, relacionamentos. Onde os professores sejam mentores, promotores de aprendizagens, com capacidade para reinventar dentro da sala e fora dela. Que usem as tecnologias aliadas aos seus objetivos, que sejam criativos.

Pretendemos com esta mudança, alcançar uma educação do Séc. XXI, criativa, cultural, com soluções, comunicativa, produtiva onde os alunos gostem de pertencer.

“O segredo da mudança é o foco não na luta contra o velho, mas na construção do novo”
Sócrates



Pereira, M. (2008). A relação entre pais e professores: uma construção de proximidade para uma escola de sucesso. Universidade de Málaga.

RAMOS, C. (2007). Aspectos contextuais dos Sistemas Educativos. Lisboa: Universidade Aberta.


Tema 1 - Mutações Sociais e Sistemas Educativos

Perspectivas 

Sou Educadora de infância, partilho todos os dias conhecimento e aprendizagem com 25 “gênios em potência”, como referiam no filme “La Educacion Prohibida”, crianças curiosas, criativas, com uma mente aberta e dotadas de uma imaginação e criatividade sem limites. Trazem conhecimento e vivências de casa, que cabe a nós valorizar, dialogar, sem mostrar autoridade e sim companheirismo e valorização ”como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim?” (Freire, 1967, p.67). Ao professor compete transmitir conhecimento, e questionar sobre estes, adequar e integrar tecnologia e criatividade dando autonomia ao aluno. (pedagogia emancipatória).
Para que haja uma mudança no sistema educacional e à luz da pedagogia de socialização, é necessário que haja uma mudança de estratégia educativa com as famílias, dando acesso a todas as crianças a uma educação de igualdade, conforme estabelecido pela Convenção dos direitos da criança. Artigos 28 e 29- Os Estados Partes devem reconhecer "... o direito da criança à educação..." (a fim de) "promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos dons e aptidões mentais e físicas..." A relação da família/escola e escola/família é urgente, enquanto as crianças estão na creche ou pré-escolar, a relação tende a ser mais próxima, do que no 1ª, 2º, 3º ciclos ou secundário. E porque não se perpétua essa relação?
Numa pedagogia de colaboração constatamos que esta favorece a construção do conhecimento, entre professor/aluno, através de projetos, a prática torna-se crítica e reflexiva. A forma de ensinar como o próprio nome indica é colaborativa. Para que exista a prática colaborativa, temos de ter presente que “A interação da pessoa com o ambiente é caracterizada pela reciprocidade. A pessoa em desenvolvimento molda-se, muda e recria o meio no qual se encontra. O ambiente também exerce influência no desenvolvimento da pessoa, sendo este um processo de mútua interação.” Bronfenbrenner,U. (1996, n.d.). 



Que pedagogias a adotar para um sistema educativo de sonho, que permita o pleno desenvolvimento das competências dos cidadãos no século XXI? Um complemento de cada uma, do melhor que cada pedagogia tem, onde cada interveniente, possa sentir-se seguro e livre para aprender. Visando as evoluções constantes da tecnologia e do mundo, não esquecendo a individualidade e os contextos, culturais, ambientais e familiares de cada um. Uma pedagogia do ser, dar, receber e partilhar.  

Bronfenbrenner, U. (1996). A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artmed. 

 FREIRE, P. (1967). Educação como Prática da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Unicef (1990).  A convenção sobre os direitos da criança. Lisboa: Portugal.