A educação ao longo da vida, executa um papel cada vez
mais concernente e inseparável nas sociedades atuais. Considero com esta
afirmação a educação dos 0 aos 90 anos… porque as competências desenvolvem-se eternamente.
O quadro de referência determinado pelo Conselho e o
Parlamento Europeu no final de 2006 institui oito competências essenciais para
a aprendizagem ao longo da vida:
1) Comunicação na língua materna;
2) Comunicação em línguas estrangeiras;
3) Competência matemática e competências básicas em
ciências e tecnologia;
4) Competência digital;
5) Aprender a aprender;
6) Competências sociais e cívicas;
7) Espírito de iniciativa e espírito empresarial
8) Sensibilidade e expressão culturais.
Este quadro de referência, é
um instrumento que visa apoiar o desenvolvimento das competências acima
descritas, por parte de todos os jovens, sugere também que a educação de
adultos e a oferta de formação que lhes é destinada deveria dar oportunidades
reais a todos os adultos de adquirirem e manterem estas aptidões e
competências. A meu ver este quadro é ainda utópico, como a colega Conceição
referiu, na sua intervenção no Forúm do tema III, na U.C. de Sistemas
Educativos, “o documento
faz recomendações, mas que estas não passam do papel, pois na realidade, na
escola continua-se a ensinar como há 10 anos atrás. Os sistemas educativos não
evoluíram nem se reorganizaram, tendo em conta as recomendações referidas.” Na realidade sabemos que as oportunidades
não são para todos. O quadro de referência é passível de ser
concretizado, contudo esta mudança tende a ser lenta.
A utopia é algo que nos faz mudar, a
quimera que nos move… que todos façamos com que o quadro de referência, saia do
papel e com a ajuda de todos nós, seja concretizado.
Referência Bibliográfica:
COMISSÃO EUROPEIA (2006). Competências essenciais para a Aprendizagem ao Longo
da Vida - Quadro de Referência Europeu. Bruxelas: Direcção-Geral da Educação e da
Cultura da Comissão Europeia.

Sem comentários:
Enviar um comentário